De acordo com novo estudo, aumentar as sessões de
terapia, proporcionar apoio familiar e diminuir a dosagem de remédios
antipsicóticos pode ser uma conduta eficaz durante os primeiros estágios da
doença.
Após dois anos de tratamento, aqueles que receberam a terapia combinado apresentaram maior alívio dos sintomas da doença e estavam funcionando “melhor”, mesmo tomando uma dosagem medicamentosa entre 20% e 50% do que o grupo que recebeu o tratamento padrão(Thinkstock/VEJA)
Um novo estudo, publicado nesta
terça-feira, 20, na revista científica American
Journal of Psychiatry,revelou um tipo de tratamento para o início
da esquizofrenia que se mostrou bastante eficaz. A pesquisa indicou que o
aumento de sessões de terapia, em conjunto com o apoio familiar e a redução do
uso de medicamentos, pode ser uma fórmula de sucesso.
A pesquisa
foi realizada com 404 pacientes após o primeiro episódio de psicose, geralmente
diagnosticados no final da adolescência e início da juventude. Metade deles foi
submetida à nova combinação de sessões de terapia, suporte da família e uma
dosagem de medicamentos cerca de 20% a 50% menor do que a outra metade dos
pacientes, que foi tratada apenas com os remédios antipsicóticos -- o
procedimento padrão.
Após dois
anos de tratamento, aqueles que foram submetidos ao tratamento combinado
apresentaram os sintomas da doença de maneira menos intensa, em comparação com
o grupo que usou exclusivamente remédios. Os autores do estudo ressaltaram que,
quanto mais cedo for iniciada a terapia combinada, melhores serão os
resultados.
O principal tratamento para a
doença atualmente é a forte dosagem de medicamentos antipsicóticos. Contudo,
embora esses medicamentos tenham o poder de bloquear as alucinações e delírios,
eles também podem causam efeitos colaterais como ganho de peso, sonolência,
tremores e distúrbios emocionais. Alguns estudos mostram que 3/4 dos pacientes
interrompem a medicação em um intervalo de um ano e meio.
