quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CONHECENDO A TERAPIA COGNITIVA

Características Básicas

As principais características da Terapia Cognitiva, como um sistema de psicoterapia, são:

 Constitui um sistema de psicoterapia integrado.  Combina o modelo cognitivo lde personalidade e de psicopatologia a um modelo aplicado, que reúne um conjunto de princípios, técnicas e estratégias terapêuticas fundamentado diretamente em seu modelo teórico.  Conta, ainda, com comprovação empírica através de um volume respeitável de estudos controlados de eficácia.

 Demonstra aplicabilidade eficaz, segundo  estudos controlados, em várias áreas:  na área tradicional da Psicologia Clínica, em que TC é aplicada à depressão, aos transtornos de ansiedade (ansiedade generalizada, fobias, pânico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo), à dependência química, aos transtornos alimentares, aos transtornos de stress pós-traumático, aos transtornos de personalidade, à terapia com casais e em grupo etc., com adultos, crianças e adolescentes. 

 Aplica-se ainda às áreas de educação, esportes e organizações, sendo também utilizada com sucesso como coadjuvante no tratamento de distúrbios orgânicos, área em que conta com um grande volume de estudos científicos.  E, no caso particular das psicoses, as publicações se avolumam nas áreas de esquizofrenia e transtorno bipolar, indicando resultados encorajadores.
Representa um processo terapêutico diretivo e semi-estruturado, orientado à resolução de problemas. É colaborativa, ou seja, reflete um processo em que ambos, terapeuta e paciente, têm um papel ativo e estabelecem colaborativamente metas terapêuticas, as agendas de cada sessão, tarefas entre sessões etc. Requer a socialização do paciente ao modelo, a fim de que ele possa desempenhar seu papel como colaborador ativo. Envolve uma relação genuína entre terapeuta  e paciente, baseada em empatia terapêutica, em que o terapeuta é amigável, caloroso e genuíno.

 As sessões, bem como o processo terapêutico, são semi-estruturadas, envolvendo tarefas entre as sessões.  É focal, requerendo uma definição concreta e específica dos problemas do paciente e das metas terapêuticas.

 Tem um caráter didático, em que o objetivo não é unicamente ajudar o paciente com seus problemas, mas dotá-lo de um novo instrumental cognitivo le comportamental, através de prática regular, a fim de que ele possa perceber e responder ao real de forma funcional, sendo o funcional definido como aquilo que concorre para a realização de suas metas.  Nesse sentido, as intervenções são explícitas, envolvendo feedback recíproco entre o terapeuta e o paciente.
É um processo terapêutico de tempo curto e limitado, podendo sua aplicação variar entre aproximadamente 12 e 24 sessões, tornando-a apropriada ao contexto socioeconômico atual, e possibilitando sua utilização pelo sistema de saúde público, bem como pelos convênios e seguros de saúde.

 Mostra-se eficaz para diferentes populações, independentemente de cultura e níveis socioeconômico e educacional (Serra et al., 2001).