Faz-se evidente que a crença, comum especialmente
no Brasil, de que a TC originou - se da Terapia Comportamental,
constituindo uma forma de neo-behaviorismo, não encontra fundamentação
na seqüência histórica de eventos que confluíram para o
desenvolvimento independente de ambas. Em 1994, Hans Eysenck expressou
da seguinte forma sua opinião a respeito da possível origem comportamental
da TC: “a TC tem pouco em comum com
a Terapia Comportamental. Beck foi, na realidade, um psicanalista
redimido, que foi sábio em abandonar a parafernália do pensamento
psicanalítico e adotar a metodologia científica
” (comunicação pessoal, 1994).
Terapia Cognitiva e Terapia Comportamental No Brasil,
A Terapia Cognitiva - TC tem sido freqüentemente, e equivocadamente, identificada com a Terapia Comportamental, originando a idéia de que terapeutas treinados na abordagem comportamental estariam naturalmente habilitados a praticar a TC. As abordagens cognitiva e comportamental têm diferentes concepções de ser humano e modelos de personalidade e de psicopatologia incompatíveis. A TC - Terapia Cognitiva , tem um modelo teórico e aplicado específico, cujo emprego integral possibilita a tão divulgada brevidade e eficácia que lhe são amplamente atribuídas.A mudança para a TC por comportamentais demanda, portanto, uma adaptação da visão de ser humano e a adoção dos modelos cognitivos de personalidade e psicopatologia, com a devida integração a estes de técnicas comportamentais que, nesse caso, são empregadas com a finalidade de mudar cognições, e não comportamentos. Essa modalidade integrada, denominada Terapia Cognitivo-Comportamental ou TCC, semelhantemente à TC, adota a hipótese de primazia das cognições sobre emoções e comportamentos e conceitua as cognições como eventos mentais.Ao contrário, a integração de elementos da TC à terapia comportamental, isto é, a utilização de técnicas cognitivas dentro de um enquadre comportamental, sem a adoção do modelo cognitivo e da hipótese de primazia das cognições, não é viável. O não reconhecimento dessas diferenças e da limitação de possibilidades que delas resulta, origina interpretações distorcidas do que é TCC, que têm contribuído para confundir profissionais, estudantes e pacientes. As denominações TC, TCC e terapia comportamental têm sido impropriadamente empregadas por alguns setores e grupos como se fossem equivalentes e intercambiáveis.
” (comunicação pessoal, 1994).
Terapia Cognitiva e Terapia Comportamental No Brasil,
A Terapia Cognitiva - TC tem sido freqüentemente, e equivocadamente, identificada com a Terapia Comportamental, originando a idéia de que terapeutas treinados na abordagem comportamental estariam naturalmente habilitados a praticar a TC. As abordagens cognitiva e comportamental têm diferentes concepções de ser humano e modelos de personalidade e de psicopatologia incompatíveis. A TC - Terapia Cognitiva , tem um modelo teórico e aplicado específico, cujo emprego integral possibilita a tão divulgada brevidade e eficácia que lhe são amplamente atribuídas.A mudança para a TC por comportamentais demanda, portanto, uma adaptação da visão de ser humano e a adoção dos modelos cognitivos de personalidade e psicopatologia, com a devida integração a estes de técnicas comportamentais que, nesse caso, são empregadas com a finalidade de mudar cognições, e não comportamentos. Essa modalidade integrada, denominada Terapia Cognitivo-Comportamental ou TCC, semelhantemente à TC, adota a hipótese de primazia das cognições sobre emoções e comportamentos e conceitua as cognições como eventos mentais.Ao contrário, a integração de elementos da TC à terapia comportamental, isto é, a utilização de técnicas cognitivas dentro de um enquadre comportamental, sem a adoção do modelo cognitivo e da hipótese de primazia das cognições, não é viável. O não reconhecimento dessas diferenças e da limitação de possibilidades que delas resulta, origina interpretações distorcidas do que é TCC, que têm contribuído para confundir profissionais, estudantes e pacientes. As denominações TC, TCC e terapia comportamental têm sido impropriadamente empregadas por alguns setores e grupos como se fossem equivalentes e intercambiáveis.
Ana Maria Serra, PhD